“Face Emplumada” no Letras et cetera

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Foto: Fernando Rocha

Resenha de Face emplumada, por Fernando Rocha, para o Letras et cetera:

“Se território pode ser compreendido como espaço, seja ele familiar ou estranho, talvez este seja um ponto importante para se atentar ao realizar a leitura de Face emplumada, primeiro romance do escritor baiano radicado em São Paulo, Gláuber Soares. De certo modo, trata-se de um romance de estrada, de desterritorialização, uma vez que o deslocamento geográfico, do interior de São Paulo à capital e de lá, ao sertão nordestino, gera também certo nomadismo identitário. Ao se deslocar espacialmente, a personalidade do narrador-personagem também se desloca, torna-se outra, não deixando de ser a mesma.

Além do espaço, outra instância que chama a atenção no romance é o foco narrativo. A estória é contada em primeira pessoa pelo protagonista Guto, um jovem nascido numa cidade do interior de São Paulo, que migra para a metrópole com o intuito de trabalhar. Na primeira parte da obra, denominada Azul-marinho, há na sinestesia das cores enunciadas, mas não contempladas por conta do daltonismo, um sentimento de isolamento que acompanhará a personagem, funcionando como metonímia do seu fazer parte sem pertencer: Perceber, enfim, todos os tons que não vejo. Mas ainda tenho dúvida. Eu seria mais feliz ao encontrar a diferença entre o marrom e o vermelho? (pg. 13)”

Leia a resenha completa em: http://nanquin.blogspot.com/2016/01/resenha-do-romance-face-emplumada.html#ixzz3wg2Ya9VZ

 

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